sexta-feira, 15 de julho de 2016

Até onde as pessoas vão pelas outras?

Li certa vez a conversa - na verdade um monólogo desesperado, já que a outra pessoa se negava a responder - em que uma moça jovem, bonita, inteligente, cheia de vida e de possibilidades, se humilhava de forma triste e extrema para que um ex, se não a aceitasse de volta, que ao menos com ela fizesse sexo.
Fiquei me perguntando se eu chegaria a esse ponto, a essa altura da vida. Porque, infelizmente, eu já cheguei. Eu já fui o mais belo de mim mesma e me desperdicei mendigando o amor de alguém que me queria apenas para seus jogos. Mas depois que passamos por certas dores, em tese, aprendemos a não senti-las mais.
Então, pensei se voltaria a sentir isso novamente, se voltaria a passar por isso, a dar uma importância tão grande à uma pessoa à ponto de que meu orgulho, minha auto estima e minha dignidade valessem alguns minutos do prazer dele com meu corpo.
Espero sinceramente que isso nunca volte a acontecer. Vai ser uma grande derrota pessoal. Não me acho uma feminista por pensar que nenhuma mulher deveria passar por isso. Antes eu seja chamada de humanista, por achar que ser humano algum deve passar pela dor de se oferecer tão aberta e desesperadamente e mesmo assim ser rechaçado.
Eu acredito em auto estima. Vi recentemente um texto sobre alguém reclamando sobre os joguinhos entre casais que acabam de se conhecer e que neles, o que aparentar mais se importar, morre, perde. Levando em conta a conversa/monólogo que acabei de ler, esses joguinhos fazem bastante sentido.
O que parece é que no momento em que você diz que ama, que se importa, que demonstra o quanto quer aquela pessoa ao seu lado, está dando a ela uma poderosa arma capaz de lhe destruir completamente. Sendo assim, quem quer dar esta arma?
De quem é a culpa no fim das contas? Dos seres humanos tiranos (homens e mulheres) que assim dominam outros, ou dos fracos, que se deixam assim se dominar?
Sinceramente, acho que isso é culpa da fraqueza de alguns, que não vêem que valem mais do que o sexo de uma pessoa específica, do carinho e da atenção de uma pessoa em particular.
O mundo é vasto e praticamente infinito em possibilidades para você colocar o rosto do chão em reverência a alguém que não te deseja além do que desejaria um buraco qualquer ou um consolo qualquer que entra e sai.
Eu quero ter isso sempre em mente e nunca deixar que meus pensamentos se corrompam por causa de uma carência que, por experiência própria, se resolve  com a primeira transa que você tem depois do trauma do fim. Você pode amar quem não te ama por muito tempo, mas sexo, afeto e carinho se encontra em qualquer lugar, para que se vá mendigar por aí.

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